Parque Bicentenário em Santiago do Chile

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Sabe quais são as razões pelas quais não deveria deixar de ir ao Parque Bicentenário?

Uma das coisas que mais chamam a atenção dos brasileiros que visitam o Chile, é quantidade de vida dos parques e praças. Sempre cheias de crianças e casais que olham as nuvens deitados sob o sol, trabalhadores de escritórios que, depois do agito do dia, trocam o terno e a gravata por uma roupa confortável e chinelos, para caminhar durante o pôr do sol. Os parques da cidade de Santiago são famosos por serem seguros, limpos e extremamente amigáveis com os habitantes da cidade.

Dentro desse cenário é que, no ano de 2007, a prefeitura de Viatura decide começar a construir um dos parques mais ambiciosos da cidade. É contratado o arquiteto Teodoro Fernández, para transformar 30 hectares de terreno baldio às margens do Rio Mapocho, em um lugar que mantenha a mesma linha dos outros dois pulmões verdes da cidade, que também acompanham o curso do Mapocho, Parques Balmaceda e Florestal, mas que também seja capaz de transmitir a ideia de parque estilo jardim, tão clássico como a monárquica Paris e que seriam amplamente imitados pelos paisagistas das primeiras repúblicas do Chile

Por isso, aqueles que conhecem o Parque Florestal, ou A Quinta Normal, poderão se dar conta que esse parque é muito mais parecido, por exemplo, a parques como Central Park en Nova Iorque, ou a Mauepark em Berlin, porque não é um espaço pensado para ser o jardim de recreação da realeza, mas sim para o homem comum, para esse novo cidadão, independente e livre, que usa a cidade como uma área de recreação que o pertence novamente.

Por isso mesmo, esse lugar possui uma quantidade de gestos pensados para que seus mais de 24.000 visitantes mensais possam desfrutar. Guarda-sois, cadeiras de praia, desníveis pensados para a circulação de bicicletas, fortalecem seu principal conceito: criar um parque que, ao estar abaixo ao nível da rua, entregue a quem esteja dentro, a sensação de proteção que, muitas vezes, é negada pelas grandes cidades.
Sem sombras de dúvidas, um dos pontos fortes desse parque, são suas lagoas maravilhosas, localizadas nos dois extremos do parque e que permitem uma grande quantidade de vida animal e vegetal, como flores de loto, patos, flamengos e até mesmo cisnes de pescoço negro. Com certeza, aquele que assim como eu, sofrem ao ver animais em cativeiro, irão desfrutar muito da experiência de poder observá-los interagindo com a natureza.

No meu ponto de vista, uma das maiores contribuições desse parque, é sua flora riquíssima, com mais de 4.000 espécies de árvores nativas, como peumos, espinos, maitenes, boldos e quillayes, o que significa um enorme respiro em uma cidade como Santiago que, assim como muitas capitais do mundo, luta diariamente contra a contaminação ambiental.

Outro plus do parque, são as várias opções que oferece e que, novamente tendem à inclusão, como por exemplo, um jardim para cegos, com cheiros e texturas, áreas de contadores de história, anfiteatro, um xadrez gigante e muitos espaços para picnic, que nos convidam a sair de casa, deixar o telefone de lado e voltar para a natureza, talvez não essa natureza silvestre e indomada dos nossos avós, mais sim à essa natureza, a nossa, que cresce no meio das cidades, de cabos, de asfalto, mas que nos permite tirar o salto, a gravata e recordar que esse cheiro de grama recém cortada da infância, ainda nos pertence.

14 COMENTÁRIOS

  1. Olá
    Estaremos a partir do dia 6/07. Poderia por favor encaminhar dicas de locomoção do centro da cidade para os pontos turísticos.

  2. Boa tarde! Adorei o site! Pode enviar para mim também as dicas de locomoção na cidade? Estarei em SCL de 21 a 28/08.

  3. Eu também gostaria de receber os valores por favor! A minha prima foi para o Chile o ano passado, e fez o passeio “Silêncio nos Andes” pode ser? Não me lembro se esse é o nome kkkkk mas ela gostou muito e recomendou a agência de vocês.

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