O Vulcão Villarrica no Chile, ou “Rucapillán” para o povo Mapuche, tem sido, desde tempos imemoráveis, uma paisagem constante para os indígenas que fizeram comunidade em torno das proximidades do cone deste vulcão.

Na madrugada do dia 3 de março de 2015 se cumpriu a lenda que os mapuches tinham lido na natureza, a mudança da lua propiciou o acordar dos espíritos que estavam dormindo, de acordo com o que disseram os avôs; a erupção do vulcão Villarrica no Chile começa. Por isto, o Rucapillán uiva nos maxilares da escura noite do sul do Chile soltando oleadas intermináveis de estrelas. Mesmo assim, o Mapuche permanece tranquilo. Porque para ele, no interior deste vulcão mora o poderoso espírito “Ngen-winkul” que protege e domina o seu interior, junto com uma comitiva de “Pillanes” ou espíritos menores, mas igualmente fortes.

A simbologia existente na erupção do vulcão Villarrica no Chile

A simbologia deste vulcão é clara: a sua força é boa e renovadora, inspiradora de sonhos benéficos, aviso de clima bondoso, de bons prognósticos e de renovação. É por isto que quem mora nesta terra povoada de espíritos, mora com a tranquilidade de quem sabe que é acolhido e não enfrenta a natureza que o rodeia e se movimenta. A erupção de um vulcão bondoso, um vulcão que avisa antes da erupção, que dá tempo para se salvar e proteger aquilo que amamos, é a manifestação mais pura de que estamos vivos e rodeados de maravilhosos elementos que florescem cada vez que pedimos e que nos entregam notícias do que virá no futuro.

Obs: A erupção do Vulcão Villarrica no Chile não afeta de maneira alguma a Região Metropolitana. O Chile é um país extenso e a distância que nos separa do Vulcão Villarrica é de 670 quilômetros em linha reta do lugar da erupção.

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