O que fazer caso ocorra um terremoto no Chile durante a sua viagem?

Já passaram algumas semanas da comemoração do quarto aniversário do fatídico terremoto no Chile, que ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2010, de magnitude de 8.8 graus na escala de Richter. Além de recordar as vítimas, todos os anos surge a preocupação por estabelecer as bases de uma cultura sísmica sólida, que pudesse impedir centenas de mortes se tivesse operado da maneira correta em cada lar do nosso país. Dizem que algumas instituições falharam e isto não podemos negar, mas também falhou o sentido comum, o qual deve funcionar perfeitamente, de que moramos no país mais sísmico do mundo. Por isso, queremos compartilhar com vocês algumas considerações sobre os terremotos no Chile, um país que de tempos em tempos gosta de se sacudir, e mostrar para os brasileiros que nos visitam que esta é uma situação de todo atípica. Em primeiro lugar, o terremoto ocorrido no Chile no dia 27 de fevereiro de 2010 mostra que, em pelo menos no 90% dos casos, as construções chilenas resistem. Um edifício é anti-sísmico se sobreviveu ao terremoto, simples assim. Pode soar óbvio, mas esta é a base da norma.

Segundo: as primeiras coisas que falham após um terremoto, seja no Chile ou em qualquer outro lugar, são as telecomunicações. Durante o 27F não houve forma de se comunicar telefonicamente (salvo poucos casos). É importante entender esta situação e utilizar as sempre úteis redes sociais (usamos muito o twitter para ficar informados). Em terceiro lugar, é fundamental saber o que fazer para a nossa segurança. Em qualquer tremor, o importante é permanecer no lugar em que está, não utilizar nem elevadores nem escadas durante o movimento telúrico, e só fazer uso das escadas quando a gente tiver certeza de que já terminou. Durante o terremoto, localizar alguma parede estrutural, não nas divisões internas das casas ou apartamentos (que são mais frágeis), e ficar ali, sempre no lugar mais descoberto possível, onde nada possa cair na sua cabeça. Também parece lógico, mas a maior quantidade de lesões durante terremotos acontece por este motivo e não pela queda das construções. Também é valido permanecer no vão da porta ou embaixo da mesa, pois dentro de uma residência estas são consideradas áreas seguras.

Se você está próximo do mar, além do risco do terremoto, se soma o risco dos Tsunamis. Mas você estará seguro se seguir uma regra infalível: se o terremoto dificultar você ficar em pé, é por que você deve pegar roupa e agasalho e subir em direção às áreas mais altas do lugar em que você estiver. Por lei, existem placas mostrando a via de evacuação que as pessoas devem seguir nas cidades costeiras do Chile.

O Chile é um país maravilhoso, e como dizia alguém há uns dias atrás, o nosso pagamento de aluguel por morar aqui é o caráter sísmico do nosso território. Como compensação temos uma economia estável, delinquência controlada e pessoas amáveis que, na maioria das vezes, estão dispostos a receber os visitantes com os braços abertos.

A nossa intenção com este post não é a de alarmar, se não de educar. Na Indo pro Chile sempre falamos de frente e olhando nos olhos. O Chile, apesar de ser um país sísmico, é um país seguro para se visitar e todas as nossas construções estão preparadas para receber os constantes abalos. Como informação extra, a lenda popular diz que a cada 25 anos ocorre um terremoto no Chile. Como já tivemos um em 2010, agora só em 2035. 

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